15/09/2011 - Quando será o nosso 7 de setembro?
Se o Brasileiro se desse conta estamos todos presos às amarras do poder muito antes do 7 de setembro de 1822 e, agora mais ainda.
Estamos trabalhando por mais de 150 dias para pagar o governo central, (antes era Portugal que nos achacava os bolsos), isso só no que tange aos tributos, mas temos ainda, a gasolina e o petróleo mais caros do mundo, sendo que a fornecedora dos produtos é totalmente comandada pelo governo.
Se precisarmos, nem serviço público para enterro é de graça.
Se precisamos de médico, temos de esperar na “fila das possibilidades quando não da morte”, por até dois ou mais anos para o atendimento ou um exame clínico no serviço público. Isso quando não temos de pagar por fora para termos o mesmo serviço que o serviço público deveria nos fornecer.
Se precisamos de segurança, temos de pagar porteiros e “leões de chácara” (em portarias de condomínio ou embutido nos preços em bares, restaurantes e outros locais). Além disso quem teria de nos promover a segurança, na mais das vezes é quem nos violenta.
Se precisamos de estradas, temos de pagar absurdos pedágios, quando não pagamos são um lixo.
Se precisamos de assistência judicial, nossas demandas ficam por 10 anos ou mais, muitas vezes só com um movimento e, as decisões nem sempre são do lado da razão, do direito.
Se precisamos de escolas, no ranking mundial temos as piores escolas do mundo.
Se precisamos de moradia ficamos no ambiente de juros escorchantes dos grandes conglomerados financeiros nacionais e de uma política de juros que diz que juro legal é de 1% ao mês, mas que o próprio governo pratica mais que isso, capitalizadamente, quando lhes somos devedores.
Qualquer serviço público, quando necessitamos é repleto de taxas aviltantes: veja-se os reconhecimentos de firma, quase R$ 5,00 por assinatura e, as cópias autenticadas então, mais de R$ 3,00 por uma cópia, que se procurarmos bem, custam no mercado privado em torno de R$ 0,10, porém, é claro lhe falta a autenticação, que pelo que vimos leva aos cofres do tabelião, no mínimo R$ 2,90. E as taxas das juntas comerciais e demais cartórios. E as taxas da RFB. E, bem....vou me poupar.
Aliás, poupança é o que não se pode pensar no Brasil, se você coloca em qualquer caderneta de poupança você recebe de retorno 6% ao ano. Os bancos, ah bem, quando te emprestam o mesmo dinheiro que colocas na poupança, te cobram 14,99%, não ao ano, mas ao mês. E sobre tudo isso, ainda há impostos (IOF), há as taxas de abertura de crédito, etc.
Serviços de telefonia: todas as empresas são estrangeiras, que em seu país de origem cobram, até mesmo menos de US$ 0,01 por minuto, enquanto que no Brasil, temos a ligação mais barata em torno de R$ 0,27, ou seja mais de 20 vezes o valor em dólar cobrado no exterior pela mesma empresa que detém a cessão desses serviços aqui. E, ainda por cima, são as piores empresas no ranking de reclamações dos procons (acima de 30% de todas as reclamações dos Procons são das empresas de telefonia).
E energia elétrica? Uma das mais caras do mundo. Não admira os milhões de “gatos” em qualquer local que tenha distribuição.
E pontes, sim pontes, porque não? As chinesas, por exemplo, custam até dez vezes menos.
E como se não bastasse, nossos Deputados, Senadores, etc. são dos legisladores mais bem pagos do mundo, inclusive até mais (muito mais, excessivamente mais) que em relação à Inglaterra, e outros países que tem todos estes serviços e, funcionam.
Aposentadoria, bem isso temos, mas quando já estamos quase morrendo, pois pela falta de todos os serviços anteriores, ou pelo seu demasiado custo, não tivemos condições de nos ater a cuidar da saúde e, assim, mesmo quando vamos usar um pouco nossa aposentadoria, temos de pagar por remédios que, não raro, custam, no total todo o valor da aposentadoria.
Onde e quando é que foi mesmo o Grito da Independência, aliás se existiu foi apenas um grito arrancado aos pulmões de raiva, mas não para proclamar a efetiva liberdade.
Autor: RUDILVAM DE SOUZA GOMES:é Contador, auditor independente, auditor Líder da Qualidade, membro da Comissão de Estudos de Auditoria Independente do CRCRS – Gestão 2010 e 2011; especialista em Controladoria e Planejamento Tributário, especialista em Administração Financeira, especialista em Organização de Empresas; Auditou entre outras empresas: Grupo Olvebra; Grupo Gerdau; Grupo Taurus; Grupo Ipiranga; Grupo Renner Hermann; Ex-Analista Tributário da Secretaria da Receita Federal do Brasil, Ex-Chefe de Auditoria Interna da Siderúrgica Riograndense (Núcleo Sul), Ex-Gerente da Auditoria Interna da Eberle S/A, Foi membro do Conselho Fiscal da Eleva S/A (Extinto Grupo ! Avipal); Presidente no www.gruporsg.com.br;
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