Corre na Internet e em vários meios de comunicação social corrente de imagens e informações com a tentativa de sensibilizar as pessoas, hoje tão espremidas nesse manancial e bombardeio de informações diárias, que na maioria dos casos impedem ou bloqueiam o pensamento, inibindo assim o cidadão, de ter maior cuidado naquilo que realmente é o fundo de pano do problema social brasileiro (e quiçá de toda a humanidade neste momento), que, em minha opinião, deriva ainda dos Direitos Romano e Saxônico, com suas manifestações ditas modernas, porque atrelados todos ao Instituto da Propriedade e, por conseguinte ao da própria sobrevivência biológica da espécie, portanto, ainda eivados de um sentido exclusivamente animalesco e porque não dizer de estrutura psíquica de bárbaros.
Atacar os padrões sociais atuais em que se vê as instituições não governamentais (Igrejas, ONGS, Direitos Humanos, etc) defendendo indivíduos criminosos e organizações clandestinas e ilegais não menos criminosas e violentas, que vitimam, com o oculto, senão extremado direito de manutenção biológica da vida, para supostamente se defender das agressões e violências sofridas por parte daqueles que têm a obrigação de não usá-las, no caso, a polícia, em todas as suas formas de organização em nosso Direito Penal e Administrativo/Executivo/Legislativo/Judiciário é, no mínimo, posição carente de auto-senso crítico e, de melhor análise do que vêm sendo veiculado em todos os meios de comunicação, longe de fazerem análise e crítica, na maioria das vezes (na minha opinião em 99% dos casos, senão mais) em que dão apenas a notícia.
A quem a Polícia deve defender?
Ao cidadão que têm direito à vida, à alimentação, à liberdade, à escola, à saúde, à família, ao trabalho, à justiça, à propriedade, a ser feliz? ou àquele que, praticamente sem trabalhar, rouba e pilha a propriedade pública e/ou alheia (de particulares) acobertado sobre o manto da legalidade e da justiça? E não falo apenas da Classe dominadora, ricos, empresários e políticos, mas de todos aqueles que, sem pensar, diariamente usurpam as posses alheias (públicas ou privadas) e, via de regra, se colocam à margem da Lei: "porque assim é que eles (os outros e não ele próprio) também fazem e, se no trajeto da vida, nos próximos anos, eu for pego dou um jeito para pagar as multas e/ou devolver parte do que pilhei e eventualmente, com astúcia, poderei livrar-me da prisão, ou sendo primário sequer serei preso e, ainda por cima, sempre há de sobrar alguma coisa, como têm acontecido com todos que assim procedem, na política ou nos negócios".
É óbvio, pelo menos para mim, que:
“ ao cidadão que desde a mais tenra idade são solapados todos os direitos acima enumerados, e sendo estes mesmos bombardeados com tantas e amplas notícias de roubos, melhor dizendo, furtos, pois que realizados à sombra da noite e acobertados, não raras vezes, pela caneta aristocrática palaciana, dita e reconhecida por todos como democrática, e, de outras formas protegidas legalmente, à propriedade alheia (pública e privada), quando não à custa de muitas vidas inocentes, seja pelo abandono aos recursos básicos à saúde e previdência, seja pelo pagamento de baixos salários e condições subumanas de trabalho e subsistência, seja pelo assassinato a sangue frio, capitaneados, via de regra, por jagunços e capangas, quando os covardes mandantes nunca vêm a ser conhecidos, pois vestem, não raras vezes, a capa da justiça, do homem de bem, do político, etc., sem que a polícia (Judiciário incluído Legislativo e toda a imprensa) logre êxito na punição e na reposição dos frutos do ladrão” ,
seja natural esperar que um indivíduo assim despojado de tudo aquilo que poderia ser seu sonho um dia, venha a ser influenciado violentamente para o exercício da subjugação daqueles que têm, utilizando de todos os meios para a posse coercitiva, criminosa, contrária aos institutos públicos e sociais, evidentemente, com isso, protegendo no caminho o próprio direito biológico à vida, manifestado no senso natural de sobrevivência, quando então permeiam apenas os sentidos do animal acuado, já sem razão, sem consciência, e até mesmo sem dar valor à vida, mas tentando por todos os meios, mesmo que custe a vida alheia, agredir antes, para não ser agredido, e assim, ser o vitorioso, o que obviamente é mais uma ilusão, do que realidade fática, pois dessa forma se coloca contra o sistema vigente e, por fim acabará por ser subjugado, senão eliminado em outra oportunidade.
Ora, na cabeça do homem assim animalizado, que não pensa, mas apenas vive cada dia, um após o outro, até quando der, para usufruir dos bens fruto de seu “ trabalho” árduo, duro e arriscado, porque além de tudo, ainda tem de lutar contra seus próprios irmãos, que também explorados, são (mal) pagos para o combater, para proteger aqueles, que em sua diminuta análise das informações a que é submetido, têm usurpado todos os seus direitos; ele está apenas se protegendo, mesmo que à custa da vida de seus irmãos de vila, de pobreza, de exploração.
Enquanto, o homem de bem, apenas contemplar o quadro social existente, mantendo vigaristas, ladrões, corruptos, desonestos, em posições de vantagens, sejam políticas, sociais e/ou de outras naturezas, sem nada fazer para que se modifique o “status quo”, então não dá para tomar partido seja de quem for.
É importante salientar, o que já não é mais nenhuma novidade para quem se dá ao “luxo” de pensar, que todos os cidadãos, enquanto hajam com o pensamento da fuga do pagamento de tributos, do auxílio aos necessitados, da contribuição ao cenário político, da voz que deveria gritar contra a injustiça, do acobertamento de qualquer crime, seja ele tributário, social, econômico, etc. estarão perpetuando o sistema então vigente, de quase nada adiantando tomar partido apenas de um lado daqueles que detém o rumo dos acontecimentos, pois o outro dará prosseguimento a seu intento de ter e possuir o que desde berço lhe é negado. E depois disso falar de direitos humanos e inversão de valores, parece-me mera quimera.
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